segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Hong Sang Soo

Diretor sul-coreano que vem fazendo filmes desde 1996, representando o frescor da cinematografia coreana. Com um estilo ácido e muito particular, Sang soo filma o cotidiano na sociedade coreana e ainda mostra as relações humanas de uma maneira atual. Sang Soo trabalha muito com a temporalidade e o imaginário de seus personagens. São destaques em sua obra:

O Dia Depois 2017
https://www.imdb.com/title/tt6462506/?ref_=nm_flmg_dr_3

Na Praia a noite sozinha 2017
https://www.imdb.com/title/tt6412864/?ref_=nm_flmg_dr_5

Certo agora, errado antes 2015
https://www.imdb.com/title/tt4768776/?ref_=nm_flmg_dr_7

                                           
                                                  Na praia a noite sozinha 2017

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Happy End - Michael Haneke

O filme não tem recebido muitos elogios pelo público e crítica mas é um ótimo exemplar de um  filme vigoroso de Haneke. Talvez porque seu referencial seja muito alto e a expectativa para cada um de seus filmes seja muito intensa. A impressão que se tem ao assistir "Happy End" é que Haneke agora pode se estabilizar com bons filmes e não ter o peso de toda vez ter que filmar obras primas. Claro que não é nenhum Fita Branca, Cachê, Professora de Piano ou Amour, para citar alguns, mas é um filme sólido, bem resolvido com sua crítica social e com ótimas interpretações. Isabelle Huppert num ótimo papel e Jean-Louis Trintignant completam a fórmula de atores de filmes anteriores.


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Trilogia Cédric Klapisch

O diretor francês Cédric Klapisch mostra nestes três filmes a sutileza de uma narrativa a la Truffaut.
Uma história multilíngue que se passa em vários países e retrata a vida de um grupo de jovens liderado pelo fio condutor Xavier (Romain Duris). Com destaque para as atrizes Cécile de France, Audrey Tautou e Kelly Reilly, a trilogia começa com Albergue Espanhol (2002), segue com Bonecas Russas (2005) e termina com O Enigma Chinês(2013). Para quem nasceu na década de 70 os filmes seguem a idade cronológica do espectador já que os atores são também desta mesma década. A trilogia começa com personagens com idades em torno de 20 anos em época de faculdade num albergue em Barcelona. No filme Bonecas Russas temos todos com idade próxima dos 30 num casamento em São Petesburgo. O último filme de 2013 mostra os momentos do cotidiano da fase adulta com personagens por volta dos 40 anos. Os filmes discutem a transformação do mundo nos últimos 15 anos além de mostrar a dicotomia da vida na Europa e nos EUA. Para quem curte Woody Allen misturado com Antoine Doinel  os filmes são uma ótima diversão.


http://www.imdb.com/title/tt0283900/?ref_=nm_knf_t1



domingo, 23 de julho de 2017

Minnie and Moskowitz 1971

John Cassavetes realizou o mais fino do cinema norte americano correndo pela beirada das grandes produções e orçamentos. Os filmes independentes de Cassavetes são até hoje referência de linguagem cinematográfica e marcaram destacado lugar na história do cinema. Com uma cinematografia musculosa e expressiva Cassavetes é mais atual do que nunca em seu sexto filme "Minnie and Moskowitz" de 71. Este é o filme que antecede sua obra mais importante "Mulher sob Influência" de 74 e mostra alguns flertes com uma produção e orçamento, coisa que muitos filmes anteriores e posteriores não tinham.
Cassavetes á sua maneira filma uma história romântica e reflete sua visão sobre os casais no cinema.
Podemos notar como a naturalidade das interpretações de sua esposa Gena Rowlands e Seymor Cassel de certa forma relatam como era a sociedade no inicio dos anos 70 e podemos refletir que muita coisa ainda continua atrasada nos relacionamentos até hoje. Cassavetes consegue ironizar os pares românticos citando Bogart e Bacall e ainda faz um relato sobre a solidão nos anos 70.

http://www.imdb.com/title/tt0067433/?ref_=nm_flmg_dr_8

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Até o Fim do Mundo - Wim Wenders 1991

Decidi reassistir " Bis ans Ende der Welt" mas agora a versão director´s cut com 4 horas e meia.
Vários foram os motivos:
- gosto muito de Wim Wenders e principalmente da época Berlim onde o filme se situa em sua cinematografia.
- Mais de 4 horas de Robby Muller (diretor de fotografia) de quem sou extremamente fã.
- Depois de conhecer pessoalmente Wim Wenders na mostra de cinema em SP em 2010 e conversar sobre música com ele fiquei sabendo que uma das coisas que o fez não cortar essa versão foram as ótimas  músicas enviadas a ele para o filme.
- O filme cortado para duas horas e pouco nunca tinha me chamado tanta atenção.
- Elenco espetacular com Jeanne Morreau e Max von Sydow.
-Temática ainda atual sobre preocupação com o planeta, meio ambiente e catástrofes nucleares.
-  A atriz Solveig Dommartin de Asas do Desejo.
- Wenders finalizou o seu filme bem depois de filmá -lo por falta de verba.
A conclusão foi que o filme melhorou muito com essa edição longa não perdendo sua agilidade e merece ser visto neste formato.


http://www.imdb.com/title/tt0101458/

sábado, 10 de setembro de 2016

Winter on fire e as manifestações no Brasil

Winter on fire e as manifestações no Brasil


Com os recentes acontecimentos políticos e judiciais que estão acontecendo no Brasil nota-se que as pessoas estão levando suas pautas e ideais para protestos na rua. O Brasil já passou por vários momentos na história onde as pessoas levavam suas inquietações para um cenário mais amplo e novamente estamos passando por um período inquietante e curioso. Em novembro de 2013 na Ucrânia começava uma manifestação inicialmente organizada por estudantes no facebook e o objetivo era fazer com que as vozes fossem ouvidas pelo governo do presidente Viktor Yanukovych. A Ucrânia discutia um gigantesco conflito de interesses entre alianças político- econômicas com a Rússia e a possível abertura de portas para a União Européia e obviamente para os EUA. O presidente também sofria várias acusações desde censura da imprensa até truculência ao lidar com manifestações. Neste exato momento de ebulição começa o documentário Winter on Fire – Ukraine´s fight for freedom de 2015 dirigido pelo diretor Eugeny Afineevsky. Com cenas coletadas de diversas fontes o documentário mostra a Praça Maidan em Kiev e toda a evolução dos protestos. Embora o documentário não discuta o jogo político e os interesses da Rússia e União Europeia com a Ucrânia há ótimas cenas de como são construídas as insatisfações  das pessoas inicialmente pro Europa e finalmente pró derrubada do presidente. Depois de 4 meses de sangrentas disputas com a policia e o exército o presidente acaba caindo.  O documentário parcialmente produzido pelo Netflix  venceu o Festival de Veneza e concorreu ao Oscar 2016. No Brasil não se sabe o que vai acontecer num futuro próximo nem se manifestações populares vão ter um impacto muito grande nos acontecimentos. O filme relata a situação na Ucrânia até o momento da  queda do presidente  mas sabemos que a situação na Ucrânia está complicada até hoje.  De qualquer maneira manifestações democráticas são sempre saudáveis para as decisões de um país e o Brasil está passando por  um momento desses.

Guappo Sauerbeck


texto para o site www.leiafresta.com.br