terça-feira, 21 de agosto de 2012

Clash by night - Fritz Lang 1952


Época de ouro do cinema norte americano. Todos no auge.
Filme sobre traição e relacionamento muito atual.
Gosto muito como Lang aborda a indecisão feminina.
Dá a impressão que estamos vendo um  filme em alta definição de tão boas que eram as fotografias e os enquadramentos.
Marilyn Monroe fazendo meus filmes preferidos (1950 -1955).
Robert Ryan ator de ótimos filmes noir.
Barbara Stanwyck de Double Indemnity.



http://www.youtube.com/watch?v=y-rb7jSRf88&feature=relmfu

http://www.imdb.com/title/tt0044502/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Los colores de la montaña - 2010

Filme de estréia do diretor colombiano Carlos César Arbeláez.
A película foi a indicada da Colômbia para o Oscar de filme estrangeiro em 2012 e venceu o Kutxa-Nuevos Directores em San Sebástian.
É uma história simples mas com um pano de fundo bem sério.
A situação política da Colômbia nas últimas décadas envolvendo as lutas populares com os paramilitares deve ser conhecida e serve de teia para o filme.
O roteiro surpreende e os mini atores amadores dão um ar um pouco menos ficcional ao filme.
A Colômbia tem hoje em dia uma fraca produção cinematográfica e este filme deve motivar um começo para outras produções. A película se enquadra nos moldes sul americanos muito bem dirigidos e com caprichados planos. Reparem nas cores que ao longo do drama vão perdendo intensidade mostrando como a situação das crianças vai ficando cada vez mais triste.

http://www.imdb.com/title/tt1715853/

terça-feira, 31 de julho de 2012

Le petits mouchoirs 2010

O terceiro filme do ator-diretor Guillaume Canet não ganhou nenhum prêmio internacional e não mostra nenhuma inovação estética e visual. O filme tem na direção de atores seu ponto forte.
O filme se sustenta e não perde o ritmo principalmente pela bela escolha de casting. Não é a primeira vez que o diretor explora um cinema não-francês. Seu filme anterior "Não Conte à ninguem (2006)" mostra forte influência hitchcockiana e de suspense.
Neste começa oferecendo um belo plano de um acidente de moto.
Claro que o diretor viu muitos filmes de Cassavetes e até de Woody Allen, mas a tentativa de filmar um dramalhão de chorar (como diz o próprio nome "lençinho") é evidente.
Outro ponto forte do filme é a forma como o diretor mostra a geração que hoje tem 40 anos.
Ao contrário do filme "The Big Chill (83)" de Lawrence Kasdan, os quarentões de hoje não estão interessados em lutar por algum ideal ou chorar as pitangas pelos sonhos não atingidos na adolescência. Vale a pena conferir os atuais atores do cinema francês em ação.
Marion Cotillard está grávida no filme e na vida real também espera um filho de Guillaume Canet.
François Clouzet, Gilles Lellouche, Laurent Lafitte e Benôit Magimel arrastam muita gente ao cinema na frança. Há também uma ponta do vencedor do Oscar Jean Dujardin. Há muitas críticas negativas ao filme, mas analisando o filme sob uma lente não francesa talvez possamos desfrutar e aproveitar este ótimo filme.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

2 filmes

Ultimamente ando muito impressionado com filmes estrangeiros.
 Gostei muito de "The Human Resources Manager" (2010) de Eran Riklis. Riklis é um diretor israelense e já havia filmado "Lemmon Tree" (2008) e "A Noiva Síria" (2004). Neste mostra como um gerente de Rh de uma padaria tenta evitar críticas de Direitos Humanos por não se importar com a demissão de uma funcionária romena, que foi morta num ataque terrorista em Jerusalém. Aliás a tentativa do Estado de Israel de estar em dia com os Direitos Humanos vem sendo uma constante nos últimos anos. Candidato de Israel para o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011.
Outro filme que merece destaque é "L'Apollonide (Souvenirs de la maison close)" (2011) do francês Bertrand Bonello. O filme mostra a vida de prostitutas na frança em 1899. Foi indicado para a Palma de Ouro em Cannes em 2011.


Human Resources Manager 2010


L'Apollonide (Souvenirs de la maison close)" (2011)


Michael - 2011 de Markus Schleizer (Áustria)

Novamente o cinema austríaco coeso como nunca.
"Michael" conta a história de um pedófilo que mantém um garotinho de 10 anos aprisionado no porão de casa. O filme é tenso e o roteiro direto e inicialmente  levou vaias na sua  exibição na Competição de Cannes em 2011. O diretor Markus Schleizer, que foi diretor de casting de Haneke e Ulrich Seidl, consegue criar um pedófilo que leva uma vida normal. É isto o que mais impressiona em "Michael", que foi concebido com o incentivo do próprio Haneke nos sets de filmagem de "A Fita Branca" (2009). A escolha de atores é o outro segredo do filme assim como a filmagem com cortes bruscos que lembra muito os filmes de Michael Haneke e os filmes dos irmãos Dardenne. Muitos escreveram que é uma tentativa de humanizar o monstro, mas na verdade é o perfeito registro desta patologia na sociedade que vivemos. Schleizer disse numa entrevista que pensou muito na atual sociedade e quis fazer um filme amplo inclusive contando com a ajuda de uma psiquiatra forense (Dr. Heidi Kastner). Gosto muito da influência direta que o diretor sofreu do alemão Michael Haneke principalmente quando filma por sugestão fazendo com que as cenas nunca apareçam, ficando sempre implícitas. Schleizer cria cenas sufocantes quando mantém os planos no limite do quadro e só extrapola essa idéia no "travelling" com um garotinho no Kart indoor. A cena onde Michael (Michael Fuith) canta o tema "Sunny" deixa claro o senso de ironia que Schleizer quer mostrar. Geralmente os cinéfilos lembram só de Haneke, mas na Áustria há também o diretor Ulrich Seidl com seu "Dog Days" (2001) e o próprio Karl Markovics "Atmen" (2011)  criando uma escola cinematográfica única.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Céu Sobre os Ombros 2010 - Brasil

Interessantíssima esta dualidade ficcção/documentário no filme de Sérgio Borges. A impressão é que quando documental torcemos para ser uma ficção e vive versa. Filmado de um jeito simples mas com enquadramentos e montagem únicas, a bem da verdade é que nunca tinha visto um filme brasileiro tão naturalista. Três personagens e suas  malucas vidas são retratadas de um jeito áspero nunca evidenciado no cinema. É a pura narração da vida real. O filme se passa em Belo Horizonte e ganhou o Festival de Cinema de Brasilia em 2010.

http://site.oceusobreosombros.com/

quarta-feira, 16 de maio de 2012

ATMEN Breathing 2011

O diretor Karl Markovics dá continuidade ao frescor e criatividade do cinema austríaco. Até me faz lembrar Haneke no começo de carreira. Me surpreendi com este filme que tem montagem milimetrada e belos takes de wide com cores de paleta azul e cinza. Ultimamente ando assistindo ótimos filmes sobre jovens com destaque para "O Garoto Da Bicicleta" e "We need to talk about Kevin". ATMEN é forte e atua na moral pois destaca um garoto saindo do reformatório e procurando emprego numa funerária. A cena romântica citando Desencanto de David Lean desencanta de tão intenso que é o roteiro e a interpretação.